As mudanças forçadas no time coral fizeram Zé Teodoro mudar dar uma nova cara
ao Santa Cruz no meio-campo. Dessa vez, a equipe disputou os três pontos com
Sandro Manoel, Chicão, Léo e Weslley. Um quarteto inédito. O primeiro tempo,
porém, não foi como espardo mesmo com os dois gols marcados em cima do
Salgueiro.
Já na etapa final a equipe conseguiu desencatar e convenceu os mais de 28 mil
torcedores presentes no Arruda. Satisfação quem também pôde ser vista no
treinador Zé Teodoro, que elogiou a força do elenco coral. "Todos os atletas
estão preparados hoje. Está aí a resposta com o Sandro Manoel", disse. "Hoje, o
Santa Cruz não se resume a 11 jogadores", acrescentou. Confira abaixo, o saldo
da entrevista coletiva do treinador.
Eduardo
Arroz
Nos 15 primeiros minutos, o Salgueiro conseguiu controlar a
bola. Mais importante que Arroz conseguiu controlar e deu a volta por cima
dentro da partida. A gente que trabalha um ano e meio no clube sabe da
personalidade de jogador e confia nele.
Raça
Foi um
jogo de muita disposição dos jogadores. Realmente, foram guerreiros. Batemos uma
equipe que é muito organizada, pesada, que tem uma estratégia de jogo muito
difícil de ser combatida.
Mudança tática
No segundo
tempo, trouxemos Geilson para marcar um volante deles e fomos para o 3-6-1. Com
isso, conseguimos nos tornar superiores. Criamos várias oportunidades e
precisamos aproveitar elas melhor. Mas o importante não era jogar tão bem e sim
criar condições para vencer um time que não está na vice-liderança à toa.
Variação
Hoje, não temos um jogador que trabalhe a
bola com mais calma. Achamos que Léo pode ser esse jogador. Tentamos a
alternativa certa e conseguimos fazer o 2 a 0. Podemos entrar algumas vezes com
um jogador mais velocista. Eu conheço a torcida do Santa Cruz, mas ela precisa
entender que a gente está para acertar e não para errar. Ela precisa confiar no
nosso trabalho. As vezes, vamos ter um time mais defensivo e outro mais
ofensivo. É preciso ter variação e peças de reposição para criar um time
vencedor.
Expulsão
Eu simplesmente falei para o
árbitro reserva que Renatinho foi agredido. Ás vezes, é preciso ter peito.
Perdemos quatro pontos na competição por causa disso. Eu cheguei para árbitro
reserva e exigi que ele levasse o cartão porque foi uma agressão. Então, disse
que ele tinha que ter peito para fazer isso. Acabei sendo expulso. Não sei se
foi para compensar a saída do jogador do Salgueiro.
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